Brasileiros são os que mais se naturalizaram portugueses em 2016

Em 2016, Portugal teve a terceira maior taxa de naturalização da UE

Portugal concedeu, em 2016, nacionalidade a 25 104 pessoas, mais 23% do que em 2015. A maioria é brasileira, grupo que ficou no 10.º lugar no total de requerimentos apresentados na União Europeia (21.500), segundo o Eurostat.

De acordo com os dados de 2016, divulgados esta segunda-feira pelo gabinete de estatísticas da UE, foram naturalizados em Portugal 25.104 estrangeiros (mais 23% do que no ano anterior), na sua maioria brasileiros (31,3%), seguindo-se os cabo-verdianos (14,4%) e os ucranianos (12,9%).

Em 2016, Portugal teve ainda a terceira maior taxa de naturalização da UE - a relação entre o número de pessoas que adquiriram nacionalidade e o total de estrangeiros residentes no início do ano - com 6,5 por cada 100, depois da Croácia (9,7) e da Suécia (7,9).

Marrocos, com 101.100 naturalizações na UE, Albânia (67.500) e Índia (41.700) foram os três principais países de origem, estando o Brasil em 10.º lugar (21.500).

A maioria dos brasileiros na Europa adquiriu nacionalidade portuguesa (36,3%), seguindo a italiana (27%) e a espanhola (15,4%).

No mesmo ano, um total de 24 100 ucranianos adquiriam a nacionalidade em países da UE, a maior parte na Alemanha (19,2%), seguindo-se a Roménia (16,8%) e Portugal (13,5%).

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

O populismo entre nós

O sucesso eleitoral de movimentos e líderes populistas conservadores um pouco por todo o mundo (EUA, Brasil, Filipinas, Turquia, Itália, França, Alemanha, etc.) suscita apreensão nos países que ainda não foram contagiados pelo vírus. Em Portugal vários grupúsculos e pequenos líderes tentam aproveitar o ar dos tempos, aspirando a tornar-se os Trumps, Bolsonaros ou Salvinis lusitanos. Até prova em contrário, estas imitações de baixa qualidade parecem condenadas ao fracasso. Isso não significa, porém, que o país esteja livre de populismos da mesma espécie. Os riscos, porém, vêm de outras paragens, a mais óbvia das quais já é antiga, mas perdura por boas e más razões - o populismo territorial.

Premium

João Gobern

Navegar é preciso. Aventuras e Piqueniques

Uma leitura cruzada, à cata de outras realidades e acontecimentos, deixa-me diante de uma data que, confesso, chega e sobra para impressionar: na próxima semana - mais exatamente a 28 de novembro - cumpre-se meio século sobre a morte de Enid Blyton (1897-1968). Acontece que a controversa escritora inglesa, um daqueles exemplos que justifica a ideia que cabe na expressão "vícios privados, públicas virtudes", foi a minha primeira grande referência na aproximação aos livros. Com a ajuda das circunstâncias, é certo - uma doença, chata e "comprida", obrigou-me a um "repouso" de vários meses, longe da escola, dos recreios e dos amigos nos idos pré-históricos de 1966. Esse "retiro" foi mitigado em duas frentes: a chegada de um televisor para servir o agregado familiar - com direito a escalas militantes e fervorosas no Mundial de Futebol jogado em Inglaterra, mas sobretudo entregue a Eusébio e aos Magriços, e os livros dos Cinco (no original The Famous Five), nada menos do que 21, todos lidos nesse "período de convalescença", de um forma febril - o que, em concreto, nada a tinha que ver com a maleita.