Bolsonaro nos EUA à procura de parcerias não se livra das críticas

O presidente brasileiro vai reunir-se com o seu homólogo norte-americano na terça-feira.

Este domingo, Jair Bolsonaro pisou, pela primeira vez, solo norte-americano enquanto presidente do Brasil. É a sua primeira visita oficial aos EUA, onde, na terça-feira, vai reunir-se com o seu homólogo Donald Trump.

Após aterrar na base aérea Andrews, a cerca de 23 quilómetros do centro de Washington, Bolsonaro terá um jantar com autoridades e líderes de opinião na residência do embaixador do Brasil na capital.

"Pela primeira vez em muito tempo, um Presidente brasileiro que não é anti-americano chega a Washington. É o começo de uma parceria pela liberdade e prosperidade, como os brasileiros sempre desejaram", lê-se numa mensagem publicada na conta oficial de Jair Bolsonaro na rede social Twitter pouco depois de chegar aos EUA.

Bolsonaro ficará hospedado na Casa Blair, a residência oficial dos convidados do governo dos EUA, localizada na ala oeste da Casa Branca.

No Twitter, o presidente brasileiros disse que era uma "honra concedida a pouqíssimos chefes de Estado, além de não custar um centavo aos cofres público".

Uma publicação que originou uma série de críticas às quais Bolsonaro não deixou de responder. "Brasil e Estados Unidos juntos assustam os defensores do atraso e da tirania ao redor do mundo. Os quem tem medo de parcerias com um país livre e próspero? É o que viemos buscar!", escreveu o chefe de Estado.

Esta segunda-feira, Jair Bolsonaro, participará num fórum de investimentos e noutro sobre "o futuro da economia brasileira", organizado pelo Comité Empresarial Brasil-Estados Unidos, além de se encontrar com o ex-secretário do Tesouro norte-americano Henry Merritt Paulson.

O líder ultraconservador brasileiro, que viajou acompanhado de seis ministros, será recebido na terça-feira na Casa Branca por Donald Trump, que Bolsonaro considera um modelo e com quem irá assinar vários acordos e discutirá vários assuntos, incluindo a situação na Venezuela.

O Brasil e os Estados Unidos foram dos primeiros países a reconhecer Juan Guaidó, o presidente do parlamento venezuelano, como o legítimo Presidente da Venezuela, e é esperado que Bolsonaro e Trump abordem possíveis medidas para fazer chegar ajuda humanitária àquele país.

Os dois líderes terão um almoço de trabalho e uma reunião prolongada com os ministros dos dois países e darão uma conferência de imprensa na Casa Branca.

Em Washington, Bolsonaro pretende assinar acordos na área da energia, segurança e defesa nacional, assim como salvaguardas tecnológicas, para permitir que os Estados Unidos utilizem a base brasileira de Alcântara para lançar foguetes espaciais.

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