Bolsonaro escolhe advogado de grupo ultraconservador para pasta do Ambiente

Ricardo Salles, que já esteve na secretaria do setor no governo regional do Estado de São Paulo, é o último membro da equipa ministerial, que terá 22 elementos, frente aos 29 do governo de Michel Temer.

O presidente eleito do Brasil anunciou hoje como futuro ministro do Meio Ambiente o advogado Ricardo Salles, com o qual completou a sua equipa, que terá um total de 22 membros contra 29 do governo de Michel Temer.

Jair Bolsonaro, como é habitual, partilhou a decisão nas redes sociais, através das quais comunica diariamente com os seus seguidores.

Salles, de 43 anos, está vinculado ao grupo Endireita Brasil, uma organização civil que promove valores ultraconservadores como os que defende o capitão na reserva do exército que ficará à frente do país a partir de 01 de janeiro.

O futuro ministro do Meio Ambiente não é novo nesta área, uma vez que já esteve na secretaria do setor no governo regional do Estado de São Paulo, durante a gestão do ex-governador e também ex-candidato presidencial social democrata, Geraldo Alckmin.

A pasta do Meio Ambiente foi alvo de polémica durante as últimas semanas, uma vez que o presidente eleito admitiu que poderia ser eliminada, mas logo voltou atrás na decisão.

Esta área também tem sido objeto de críticas do presidente eleito, que chegou a defender a ideia de que o Brasil deveria abandonar o Acordo de Paris contra as Alterações Climáticas (2015) por considerar que algumas cláusulas poderiam ameaçar a "soberania nacional", embora posteriormente tenha clarificado que não tomou ainda uma posição definitiva sobre a matéria.

Bolsonaro, líder da emergente ultradireita brasileira, tinha anunciado a sua intenção de reduzir o número de ministérios dos atuais 29 para 15, mas acabou por ficar em 22.

Esta decisão resulta da sua conceção de "Estado mínimo" e aponta o reforço de uma forte redução dos gastos, com o qual espera conter o crónico défice fiscal brasileiro.

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