Bolsonaro bate em boneco de Lula no Rio Grande do Sul

Em Santa Maria, no estado do Rio Grande do Sul, o presidente brasileiro voltou a defender o "armamento individual" da população e bateu num boneco insuflável que representa Lula da Silva com uma roupa de preso, à semelhança do que já tinha feito na campanha eleitoral

Não fugindo ao seu estilo, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, bateu num boneco insuflável a representar o seu antecessor, Lula da Sila, com roupa de preso. O vídeo do momento foi partilhado nas redes sociais e mostra a receção a Bolsonaro quando chegou este sábado a Santa Maria, no estado do Rio Grande do Sul.

À semelhança do que aconteceu na campanha eleitoral, Bolsonaro estava a cumprimentar os vários apoiantes que o esperavam em Santa Maria quando pegou no boneco insuflável com a imagem do ex-presidente e, sorridente, esbofeteou-o, tendo atirado depois para o ar. Um gesto que entusiasmou, ainda mais, os apoiantes de Bolsonaro que estavam no local.

O momento antecedeu a Festa Nacional da Artilharia, onde o presidente brasileiro voltou a defender o "armamento individual". Durante a cerimónia militar, Bolsonaro afirmou que "mais do que o parlamento", precisa de ter o povo ao seu lado.

Aliado dos EUA na NATO

Depois da Comissão de Constituição e Justiça do Senado brasileiro ter suspendido o decreto-lei das armas, o chefe de Estado reforçou a necessidade de ter uma população armada. "A nossa vida tem valor. Mas há algo muito mais valioso do que nossa vida, que é nossa liberdade. Além das Forças Armadas, defendo o o armamento individual para nosso povo para que tentações não passem na cabeça de governantes para assumir o poder de forma absoluta", disse durante o evento de homenagem do marechal Emilio Mallet.

De acordo com o jornal O Globo, Bolsonaro, diante de uma audiência predominantemente militar, voltou a defender a ditadura ao afirmar que "os homens e mulheres de farda já provaram o seu valor nos anos de 1960".

No discurso, o chefe de Estado anunciou que os Estados Unidos aceitaram o Brasil como aliado extra da NATO. "Com muito orgulho, anuncio que há pouco colhemos um dos frutos da nossa viagem aos EUA", referiu. "Possibilidade que permite interagirmos mais com o mercado de defesa", acrescentou Bolsonaro.

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