Batalha mais sangrenta de sempre dos EUA aconteceu há 100 anos

A Grande Ofensiva foi o início do fim da I Guerra Mundial. Foi a maior vitória de tropas norte-americanas, mas foi aí também que 26 mil soldados perderam a vida

O mau tempo impediu que fossem acesas 14 mil velas no cemitério Meuse-Argonne, o maior cemitério americano na Europa. Este gesto integrava a cerimónia de homenagem aos 26 mil soldados mortos na mais sangrenta batalha combatida pelos EUA, que teve início há 100 anos. A Grande Ofensiva, como é conhecida, marcou o início do fim da I Guerra Mundial.

O nevoeiro denso e o mau tempo podem ter condicionado as cerimónias previstas, mas pelos campos de Argonne foram audíveis os nomes dos soldados que perderam a vida naquele local em 1918, como relata a Associated Press (AP). Estiveram na homenagem, que aconteceu no domingo, oficiais, descendentes dos soldados e turistas.

Ofensiva conjunta

Meuse-Argonne foi o palco de uma ofensiva conjunta de franceses e americanos para tentar enfraquecer as forças alemãs. Apesar das baixas - 28 mil mortos e dezenas de milhares de feridos -, da quantidade de munições gastas - mais do que em toda a Guerra Civil americana -, esta é considerada a maior vitória dos EUA na I Guerra Mundial.

Presente no centenário da batalha, o neto do sargento Alvin York (que recebeu uma Medalha de Honra por ter liderado um ataque contra um ninho de metralhadora alemão, matando 25 soldados alemães e capturando 132), sublinha a oportunidade de estar no mesmo local onde o avô esteve há 100 anos. "Estamos agradecidos por ter uma oportunidade de ver como eram as condições que eles tiveram de enfrentar."

Aviões, metralhadoras, tanques e gás mostarda

O grande número de mortos deveu-se ao facto de esta ter sido uma das primeiras batalhas da era moderna, com aviões, metralhadoras, tanques e gás mostarda.

A Grande Ofensiva durou sete semanas, 1,2 milhões de soldados combateram contra 450 mil alemães na região de Verdun, no noroeste da França. O armistício da I Guerra Mundial seria assinado a 11 de novembro, depois das forças alemães terem saído derrotada da batalha de Meuse-Argonne.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?