Bannon diz que despedir Comey foi um dos piores erros da "história política moderna"

"Provavelmente seria uma coisa demasiado bombástica até para mim", afirmou o ex-chefe de estratégia de Trump

Steve Bannon, o polémico ex-chefe de estratégia de Donald Trump na Casa Branca, acredita que a decisão do presidente dos EUA de despedir James Comey, então diretor do FBI, foi um dos piores erros da "história política moderna".

A declaração de Bannon surgiu em resposta a uma questão direta no programa 60 Minutos que foi colocado online no domingo: foi o despedimento de Comey o maior erro da história política? "Seria provavelmente demasiado bombástico, até para mim, mas talvez [o maior erro] da história política moderna", respondeu.

E continuou: "Não acho que haja dúvidas de que se James Comey não tivesse sido despedido, não teríamos um conselho especial". Bannon, que foi afastado da Casa Branca, referiu ainda que se Trump não tivesse despedido o antigo diretor do FBI, não teria sido nomeado Robert Mueller para investigar a ingerência russa e a investigação não teria tomado as proporções que tomou.

O ex-estratega de Trump admitiu ainda que não acredita que o presidente dos EUA tente afastar Mueller, ainda que haja relatos de pessoas próximas da administração norte-americana que já tenham dito à imprensa que Trump estaria a considerar essa hipótese.

Na mesma entrevista, Bannon garantiu ainda que o facto de ter deixado a Casa Branca não significa que deixe de apoiar o presidente, agora no site Breitbart - ligado à extrema-direita - que dirigia antes de ser nomeado por Trump para principal estratega.

Bannon foi uma das figuras mais polémicas da administração de Trump e a sua nomeação levantou críticas de vários lados. Começou por fazer parte também do Conselho de Segurança Nacional, onde são discutidos assuntos de segurança nacional, mas perdeu este privilégio em abril, quando foi afastado por Trump. De 63 anos, Bannon foi muitas vezes responsabilizado pelas visões extremistas de Trump. O próprio descreveu o site que dirigia como "uma plataforma da 'alt-right'", ou 'extrema-direita alternativa'.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.