Bannon deixa Breitbart após polémica com Trump

Antigo conselheiro e estratega de Donald Trump foi citado no livro de Michael Wolff a criticar a família do presidente norte-americano.

Steve Bannon deixou o cargo de diretor executivo da Breitbart News, anunciou o site de notícias de direita alternativa. A saída surge depois de o antigo conselheiro e estratega de Donald Trump ter sido citado num livro a criticar o presidente.

"O Steve é uma parte valiosa do nosso legado e estaremos sempre gratos pelo seu contributo e o que nos ajudou a conseguir", indicou o presidente executivo, Larry Solov.

De acordo com o site, Bannon e a Breitbart "vão trabalhar juntos numa transição suave e ordenada". Bannon era diretor executivo desde 2012, tendo deixado o site em agosto de 2016 para assumir um cargo de liderança na campanha de Trump, que acompanhou para a Casa Branca. Foi afastado em agosto de 2017, regressando ao Breitbart, que agora deixa devido alegadamente à pressão da financiadora Rebekah Mercer, uma das principais doadoras para a campanha de Trump.

No livro Fire and Fury (Fogo e Fúria, uma expressão usada por Trump para ameaçar a Coreia do Norte), do jornalista Michael Wolff, Bannon é citado a dizer que a reunião do filho do presidente com uma advogada russa em junho de 2016 foi "uma traição" e "antipatriótrica".

Trump reagiu dizendo que Bannon tinha perdido a cabeça: "Steve Bannon não tem nada a ver comigo ou a minha presidência. Quando foi despedido, não perdeu apenas o trabalho, perdeu também a cabeça." E acrescentou: "Steve finge estar em guerra com os media, aos quais ele chama partido da oposição e, no entanto, passou o seu tempo na Casa Branca a divulgar informação falsa aos media para fazer parecer que era mais importante do que o que realmente era. É a única coisa que ele faz bem."

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