Bandeira dos EUA hasteada na Casa Branca menos de 48 horas após morte de McCain

John McCain, crítico feroz de Donald Trump, morreu sábado à tarde, aos 81 anos. O ex-senador do Arizona, candidato dos republicanos à presidência norte-americana, em 2008, será sepultado na Academia Naval perto de Anápolis, no Maryland

A bandeira dos EUA foi totalmente hasteada esta manhã na Casa Branca, em Washington, menos de 48 horas depois de anunciada a morte de John McCain. O senador republicano, de 81 anos, morreu no sábado à tarde, vítima de cancro no cérebro.

(ATUALIZAÇÃO: Da parte da tarde, Trump mandou voltar a colocar a bandeira a meia haste)

O facto de a bandeira norte-americana não continuar a meia haste foi notado esta segunda-feira por jornalistas e fotógrafos. Geralmente, a bandeira fica a meia haste em sinal de luto pela morte de um político importante até ao seu funeral.

O funeral de McCain, um crítico feroz da atuação de Donald Trump na presidência dos EUA, está marcado para domingo 2 de setembro. O corpo do ex-senador do Arizona estará em câmara ardente no Capitólio, em Washington, a partir de sexta-feira.

No Capitólio, porém, a bandeira dos EUA continuava esta segunda-feira a meia haste, notaram alguns media norte-americanos, como o site Politico.com.

Em 2009, aquando da morte do senador democrata Ted Kennedy, o então presidente norte-americano, Barack Obama, também ele democrata, ordenou que a bandeira da Casa Branca ficasse a meia haste durante cinco dias.

Tal como Trump, também McCain era republicano, mas isso não impediu troca de críticas e acusações durante todos estes anos. Segundo o jornal New York Times, o ex-candidato republicano às eleições de 2008, nas quais foi derrotado por Obama, não queria Trump no seu funeral. Antes preferia que o governo dos EUA estivesse representado pelo vice-presidente Mike Pence.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.