Avião voou até ao olho do furacão Florence para captar imagens

Imagens do interior da tempestade foram divulgadas por agência norte-americana nas redes sociais

Um piloto ao serviço da administração oceânica e atmosférica dos EUA (com a sigla NOOA, em inglês) conseguiu na última segunda-feira voar até ao olho do furacão Florence.

O vídeo, divulgado pela agência, foi captado por Nick Underwood, engenheiro aeroespacial, a bordo do Lockheed WP-3D Orion usado pela NOOA.

A meteorologista Heather Holbach também seguia no voo de exploração do furacão e divulgou um vídeo do momento nas redes sociais, mostrando uma nova perspetiva da tempestade de categoria 4.

A NOOA costuma enviar aviões e pessoal da própria empresa, da NASA e da Força Aérea norte-americana para dentro de furacões, para dar a conhecer aos meteorologistas o seu interior e para eles terem uma ideia do que pode acontecer a seguir.

Para o efeito, as aeronaves, do modelo P-3, lançam pequenas sondas meteorológicas, com sensores, que são atiradas para dentro das tempestades e enviam os dados de volta para o aparelho.

O Centro Nacional de Furacões dos EUA estima que o Florence se torne numa tempestade perigosa até à noite da próxima quinta-feira.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.