Avião de carga cai no Irão com pelo menos dez pessoas a bordo

Um avião de carga despenhou-se esta segunda-feira quando tentava aterrar perto da capital iraniana, Teerão, com pelo menos dez pessoas a bordo, noticiou a televisão estatal.

"Um avião de carga Boeing 707 falhou a pista na aterragem", explicou o porta-voz da aviação civil local, Reza Jafarzadeh, em declarações à IRIB.

Relatos de órgãos de comunicação locais citados pela agência Associated Press (AP) indicam que pelo menos sete pessoas já terão sido resgatadas sem vida.

Por outro lado, a agência de notícias iraniana Fars noticiou que havia 16 pessoas a bordo e que apenas o mecânico sobreviveu ao acidente, de acordo com a France-Presse (AFP).

A aeronave caiu no aeroporto de Fath quando estava inicialmente destinada a pousar no vizinho aeroporto internacional Payam, a cerca de 40 quilómetros a oeste de Teerão.

Imagens divulgadas pelos 'media' mostram a cauda queimada do avião, cercada por casas carbonizadas.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?