Um enorme mal-entendido ao telefone levou avião da Air China a regressar a Paris

Companhia aérea recebeu uma mensagem que entendeu ser de terrorismo e ativou os procedimentos de alerta. Todos os passageiros estão em segurança.

Um voo da Air China regressou em segurança a Paris depois de receber uma mensagem que entendeu ser uma ameaça terrorista, anunciou esta quinta-feira a companhia aérea.

"A Air China recebeu uma mensagem suspeita de terrorismo. O voo CA 876 regressou a Paris em segurança, com o avião e seus passageiros ilesos", informou a companhia aérea na rede social chinesa Weibo. Mas, afinal, tratou-se de um enorme mal-entendido durante uma conversa ao telefone.

De acordo com o jornal 20 Minutes , as autoridades aeroportuárias disseram à agência de notícias AFP que um passageiro ligou para a companhia a informar que estava atrasado porque existia um pacote suspeito no terminal, o que levou à intervenção das autoridades. Do outro lado da linha foi entendido que havia uma bomba a bordo do avião.

Resultado: o avião, que tinha partido de Paris com destino a Pequim foi mandado regressar à capital francesa pouco depois de ter descolado.

De acordo com o jornal francês, trata-se de um Boeing 787, que descolou do aeroporto internacional Charles de Gaulle por volta das 13:00 (12:00 em Portugal), tendo regressado à pista uma hora depois.

O site Flight Radar 24 mostra o percurso feito pelo avião da Air China.

Notícia atualizada às 18:30 - alerta terrorista foi afinal um mal-entendido

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Henrique Burnay

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Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.