Um enorme mal-entendido ao telefone levou avião da Air China a regressar a Paris

Companhia aérea recebeu uma mensagem que entendeu ser de terrorismo e ativou os procedimentos de alerta. Todos os passageiros estão em segurança.

Um voo da Air China regressou em segurança a Paris depois de receber uma mensagem que entendeu ser uma ameaça terrorista, anunciou esta quinta-feira a companhia aérea.

"A Air China recebeu uma mensagem suspeita de terrorismo. O voo CA 876 regressou a Paris em segurança, com o avião e seus passageiros ilesos", informou a companhia aérea na rede social chinesa Weibo. Mas, afinal, tratou-se de um enorme mal-entendido durante uma conversa ao telefone.

De acordo com o jornal 20 Minutes , as autoridades aeroportuárias disseram à agência de notícias AFP que um passageiro ligou para a companhia a informar que estava atrasado porque existia um pacote suspeito no terminal, o que levou à intervenção das autoridades. Do outro lado da linha foi entendido que havia uma bomba a bordo do avião.

Resultado: o avião, que tinha partido de Paris com destino a Pequim foi mandado regressar à capital francesa pouco depois de ter descolado.

De acordo com o jornal francês, trata-se de um Boeing 787, que descolou do aeroporto internacional Charles de Gaulle por volta das 13:00 (12:00 em Portugal), tendo regressado à pista uma hora depois.

O site Flight Radar 24 mostra o percurso feito pelo avião da Air China.

Notícia atualizada às 18:30 - alerta terrorista foi afinal um mal-entendido

Ler mais

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.