Autoridades investigam voo de drone sobre casa de férias de Macron

Incidente decorreu um dia após um atentado dirigido ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

As autoridades francesas deram início a uma investigação a um alegado voo de um drone sobre a residência de férias do presidente francês Emmanuel Macron, em Forte de Brégançon, na última segunda-feira.

"Uma investigação sobre este drone está atualmente em curso", disse à AFP fonte do Palácio de Eliseu, que esclareceu que o drone caiu na água, mas não especificou se o mesmo chegou a ser recuperado, nem quais foram as razões que levaram à sua queda.

O chefe de estado francês chegou ao Forte de Brégançon na última sexta-feira, acompanhado pela sua esposa, Brigitte Macron. Desde 1968 que o local foi eleito como o destino de férias oficial dos presidentes de França. Segundo o governo francês, Emanuelle Macron deverá passar duas semanas no local, mantendo a sua programação privada e de forma não oficial, incluindo todos os seus passeios.

Em março de 2008 foi criado um decreto-lei que proíbe voos de aeronaves a menos de mil metros de altura (3300 pés) e num raio de três quilómetros, que também abrange o Forte de Brégançon. "Atualmente, este decreto está em vigor entre os dias três e 28 de agosto de 2018, e é tornado público por uma mensagem à tripulação aérea (Notam) emitida pela Base Naval Aérea de Hyères", pode ler-se no decreto-lei.

Este incidente com um drone decorreu dois dias após um atentado dirigido ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que sábado discursava numa parada militar em Caracas, na Venezuela, e no qual viria a escapar ileso.

Ambos os casos levantaram a questão sobre se as atuais medidas de segurança para proteger os chefes de estado em todo o mundo têm capacidade de enfrentar a guerra contra os drones e outras formas de terrorismo através de joystick. Do mesmo modo, é necessário apurar como é que o público tem acesso a uma tecnologia de ponta considerada letal. Certo é que o grupo terrorista Estado Islâmico tem usado drones nos seus ataques para o lançamento de granadas ou a colisão com infraestruturas.

Em janeiro de 2015 um drone caiu no relvado da Casa Branca, nos EUA. Alguns meses depois, outro aparelho que transportava areia radioativa após o desastre nuclear de Fukushima, no Japão, caiu no escritório do primeiro-ministro japonês, mas aqui os níveis de radiação foram mínimos.

Em julho do mesmo ano um drone recreativo foi abatido perto de um palácio real pelas forças de segurança, o que levou a especulações de que se tratava de uma tentativa de atentado.

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