Autoridades desconhecem intenções de atentado à bomba em Toronto

Polícia canadiana desconhece os componentes do engenho explosivo utilizado no ataque desta sexta-feira, nem conhece as motivações

As autoridades policiais canadianas não têm indicações que possam relacionar a detonação de um engenho explosivo de fabrico artesanal, num restaurante indiano na região de Toronto, com um ato "terrorista" ou um "crime de ódio".

"Não temos indicações que nos permitam afirmar que se tratou de um crime de ódio ou um qualquer ato terrorista", disse à Associated Press o sargento Matt Bertram, da polícia de Peel, arredores de Toronto, onde ocorreu a explosão que provocou pelo menos 15 feridos.

O mesmo responsável disse que dois suspeitos encapuzados entraram na quinta-feira no restaurante Bombay Bhel, onde fizeram espoletar um engenho explosivo de fabrico artesanal.

Um responsável hospitalar, Joe Korstanje, disse que três pessoas estão feridas com gravidade e que as restantes 12 vitimas apresentam ferimentos ligeiros.

O local continua isolado por um cordão policial.

"Não sabemos nada sobre esses indivíduos (atacantes)", disse Matt Bertram, acrescentando que ao entrarem no restaurante "atiraram o engenho" e fugiram.

As autoridades desconhecem ainda os componentes da bomba artesanal que foi utilizada no ataque que estão ainda a ser analisados.

Entretanto, a polícia difundiu através das redes sociais as imagens disponíveis dos atacantes encapuzados, captadas pelas câmaras de videovigilância, e apelou à colaboração dos moradores da zona na obtenção de informações sobre o atentado.

Poucas horas após a explosão, o consulado da Índia em Toronto disponibilizou uma linha telefónica de emergência para prestar assistência e fornecer as informações disponíveis sobre o incidente.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Nuno Artur Silva

Notícias da frente da guerra

Passaram cem anos do fim da Primeira Guerra Mundial. Foi a data do Armistício assinado entre os Aliados e o Império Alemão e do cessar-fogo na Frente Ocidental. As hostilidades continuaram ainda em outras regiões. Duas décadas depois, começava a Segunda Guerra Mundial, "um conflito militar global (...) Marcado por um número significativo de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 e mais de 70 milhões de mortes" (Wikipédia).

Premium

nuno camarneiro

Uma aldeia no centro da cidade

Os vizinhos conhecem-se pelos nomes, cultivam hortas e jardins comunitários, trocam móveis a que já não dão uso, organizam almoços, jogos de futebol e até magustos, como aconteceu no sábado passado. Não estou a descrever uma aldeia do Minho ou da Beira Baixa, tampouco uma comunidade hippie perdida na serra da Lousã, tudo isto acontece em plena Lisboa, numa rua com escadinhas que pertence ao Bairro dos Anjos.

Premium

Rui Pedro Tendinha

O João. Outra vez, o João Salaviza...

Foi neste fim de semana. Um fim de semana em que o cinema português foi notícia e ninguém reparou. Entre ex-presidentes de futebol a serem presos e desmentidos de fake news, parece que a vitória de Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos, de Renée Nader Messora e João Salaviza, no Festival do Rio, e o anúncio da nomeação de Diamantino, de Daniel Schmidt e Gabriel Abrantes, nos European Film Awards, não deixou o espaço mediático curioso.