Vulcão Mayon. Mais de 26 mil pessoas retiradas de casa

"A zona de perigo estende-se a um raio de oito quilómetros desde o centro do vulcão. Aconselha-lhe o público a ser cauteloso e que não tente entrar na zona de perigo", afirmaram as autoridades. Espera-se uma erupção maior brevemente

A agência sismológica das Filipinas elevou esta segunda-feira o nível de alerta em relação ao vulcão Mayon, depois de expulsar uma grande nuvem de cinza, e perante a ameaça de uma erupção maior nas próximas horas ou dias.

A coluna de cinza e fumo, com cerca de 10 quilómetros, é visível na zona que circunda o vulcão, a uns 250 quilómetros a sudeste de Manila.

Um porta-voz da agência, citado pela agência espanhola Efe, indicou que o alerta foi elevado para o quarto nível -- numa escala de cinco -, o que implica uma possível erupção perigosa nas próximas horas ou dias.

Mais de 26 mil pessoas foram retiradas das suas casas e estão abrigadas em centros de acolhimento na zona.

"O vulcão Mayon, na província de Albay, teve um incremento da atividade sísmica, expulsão de lava e explosões", precisa a agência num boletim informativo.

"A zona de perigo estende-se a um raio de oito quilómetros desde o centro do vulcão. Aconselha-lhe o público a ser cauteloso e que não tente entrar na zona de perigo", acrescentam as autoridades, que também referiram o perigo para a aviação.

Na semana passada, as autoridades elevaram o nível de alerta para três (crítico), depois de o Mayon expulsar nuvens de fumo, e, nos dias seguintes, rios de lava que alcançaram três quilómetros de comprimento.

A atividade do Mayon causou receios que se repita a trágica explosão do Pinatubo (noroeste de Manila) em 1991, considerada a segunda maior do mundo no século XX, causando cerca de 850 mortos e mais de 1,3 milhões de deslocados, além de uma capa global de ácido sulfúrico que causou danos na atmosfera.

No entanto, especialistas da agência filipina descartaram que o Mayon possa causar uma erupção tão potente como a do Pinatubo.

As Filipinas, com 23 vulcões ativos, assenta numa zona de intensidade sísmica conhecida como o "Anel de Fogo" do Pacífico, que se estende desde a costa oeste do continente americano até à Nova Zelândia, passando pelo Japão e Indonésia, entre outros países.

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