Autoridades indicam que 16 povoações correm risco de incêndio

Dezasseis pontos da região espanhola da Galiza enfrentam esta segunda-feira risco real para povoações" devido aos fogos.

Com os fogos na Galiza a fazer três mortos nas últimas 24 horas, as autoridades precisaram que os principais focos em risco situam-se em Friol, Monforte de Lemos e Pantón, em Lugo.

O Departamento do Meio Rural da Xunta, governo autónomo galego, informou que na província de Lugo foi ativado o nível dois (que representa risco real para núcleos habitados) nas paróquias de Anxeriz, em Friol; paróquia de Chavaga, em Monforte de Lemos e paróquia de Cangas, em Pantón.

Em Negreira, na Corunha, o nível dois foi desativado durante a madrugada.

Na província da Corunha, o mesmo nível foi desativado também nas zonas de Boiro e de Cures.

Lugo mantém-se em alerta devido aos fogos de Noceda e Donís, em Cervantes, reserva de Ancares, onde os moradores receiam perder as casas, queixando-se da falta de meios e de se "encontrarem cercados" pelas chamas.

O mesmo nível de alerta (dois) regista-se igualmente em San Cristovo de Cea (Oseira), arredores de Pieles; outro em Baños de Molgas (Bétan), perto de Nevoeiro.

A mesma situação verifica-se em Chandrexa de Queixa (Chaveán); em Paderne de Allariz, paróquia de Cantoña e em Lobios, na zona de Araúxo.

Em Pontevedra há seis incêndios "de nível dois": o mais grave em Ponteareas, que começou em Padróns tendo atingido os municípios de Redondela, Soutomaior e Pazos de Borbén, uma zona que totaliza 1.500 hectares de floresta.

Nos fogos de Salvaterra de Miño, em Pesqueiras; Gondomar, em Mogadáns; Neves junto a Paredes e Baiona, e em Baíña também há zonas que se encontram em situação de risco real para as povoações.

No incêndio de Nigrán, em Parada, onde se corre o mesmo risco, registaram-se duas vítimas mortais: duas pessoas que se encontravam no interior de uma furgoneta atingida pelas chamas.

No fogo de Carballeda de Avia, em Ourense, morreu uma outra pessoa, durante a noite.

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