No Egito basta o homem pedir verbalmente o divórcio. Autoridade islâmica rejeita mudança

A Al-Azhar refere que o divórcio verbal, quando apropriadamente declarado por maridos com mentes saudáveis, é uma prática desde o Profeta Maomé

A autoridade islâmica do Egito rejeitou hoje a sugestão do Presidente do país para alterar a legislação sobre o divórcio, que atualmente é válido quando o pedido é feito verbalmente pelo homem.

A Al-Azhar, a mais alta autoridade islâmica do país, refere que o divórcio verbal, quando apropriadamente declarado por maridos com mentes saudáveis, é uma prática incontestável desde o Profeta Maomé, no século VII.

Alarmado pelas altas taxas de divórcio, o Presidente egípcio Abdel-Fattah el-Sisi propôs, em janeiro, que a legislação fosse adaptada, tornando o divórcio legal somente na presença de um clérigo autorizado pelo Estado.

El-Sisi falou no passado em reformar os ensinamentos islâmicos para combater o extremismo.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.