Automóveis proibidos de circular no Central Park

Objetivo da medida é dar prioridade à segurança e à saúde das pessoas

A autarquia de Nova Iorque proibiu na terça-feira a circulação automóvel no Central Park. A cidade quer dar prioridade à segurança e à saúde de peões, ciclistas, corredores e patinadores.

Até agora, a circulação rodoviária estava proibida a norte do emblemático parque de Manhattan e os condutores ainda podiam circular por três ruas pavimentadas do sul.

"Durante mais de um século, convertemos partes do parque mais icónico do mundo numa estrada. Mas a partir desta noite, o recuperaremos para sempre", afirmou na altura o mayor Bill de Blasio, que participou num passeio de bicicleta depois da passagem do último automóvel pelas 19 horas locais. Desta forma, é retribuído o uso original ao espaço verde, como local de refúgio e de lazer para os visitantes.

"Estamos a dar prioridade à segurança e à saúde de milhões de pessoas que vão em massa ao Central Park. Uma saudação especial esta noite aos militantes, peões, ciclistas e amantes do parque que lutaram durante décadas para obter esta mudança que não tem preço", acrescentou.

A reforma do Central Park não inclui quatro estradas dedicadas que atravessam a largura do espaço e são separados do resto do espaço verde por paredes. O parque comemora 160 anos em 2019.

A proibição da circulação automóvel em Nova Iorque coincidiu com o início das férias férias escolares nos Estados Unidos.

Segundo a organização sem fins lucrativos Central Park Conservancy, que angaria 75% do orçamento anual do parque, o espaço é visitado diariamente por cerca de 250 mil pessoas.

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