Austrália nega visto a ativista norte-americano contra a vacinação

Visita do autoproclamado ativista "número um" no mundo na campanha contra a vacinação "não é de interesse nacional", considerou ministro da Imigração australiano

As autoridades da Austrália recusaram a entrada no país ao norte-americano Kent Heckenlively, que se autoproclama como o ativista "número um" no mundo na campanha contra a vacinação, informaram esta quinta-feira fontes oficiais.

Kent Heckenlively, autor de livros como "Inoculate", tinha previsto realizar uma série de conferências na Austrália em dezembro.

"Não vamos deixá-lo vir", afirmou o ministro da Imigração, Peter Dutton, à emissora australiana 2GB.

"Esta gente que diz aos pais que os filhos não devem ser vacinados é perigosa. Fomos muito cuidadosos a analisar este caso em particular e está claro que não é de interesse nacional que venha", frisou.

A recusa a Heckenlively teve lugar depois de a Austrália ter proibido a entrada, por um período de três anos, a outros dois ativistas contra a vacinação: a britânica Polly Tommey e a norte-americana Suzanne Humpries.

As duas fizeram uma digressão pela Austrália com o seu livro "Vaxxed", que argumenta que existem ligações entre a vacina conjunta para o sarampo, papeira e rubéola e o autismo, uma teoria já desacreditada pelos cientistas.

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É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.