Austrália diz que a Europa descurou na segurança

O primeiro-ministro australiano afirmou que o espaço Shengen "representa desafios ao nível da segurança"

O primeiro-ministro da Austrália, Malcolm Turnbull, disse hoje que a Europa "deixou descurar a segurança", questionando o espaço Schengen, de livre circulação, após os ataques em Bruxelas.

Os comentários de Turnbull surgem após países vizinhos da Bélgica, como a França, Alemanha e Holanda, terem apertado a segurança nas fronteiras, na sequência dos atentados terroristas de terça-feira, que mataram 34 pessoas.

Reconhecendo que é à Europa que cabe a definição das suas políticas, o líder australiano disse que as medidas de proteção das fronteiras e de segurança doméstica do seu país "são muito mais fortes do que as da Europa, onde infelizmente deixaram descurar a segurança".

"Essa fraqueza na segurança europeia não é alheia aos problemas que têm tido recentemente", disse à emissora pública ABC, referindo-se ao fluxo de migrantes que têm chegado ao continente, muitos vindos da Síria.

Turnbull acrescentou que o regime de fronteiras abertas do espaço Schengen, que abrange 26 dos 28 países da União Europeia, significa que "as pessoas podem atravessar livremente as fronteiras na Europa", o que "representa desafios ao nível da segurança, a que se somam fronteiras externas claramente muito porosas".

"O que quero dizer é que esses esquemas têm consequências para a segurança", disse aos jornalistas em Sydney.

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