Atentado faz pelo menos 16 mortos e 38 feridos

Veículo seria utilizado para um ato terrorista no fim do Ramadão

Pelo menos 16 pessoas morreram esta terça-feira e 38 ficaram feridas, na maioria civis, após a explosão de uma camioneta armadilhada em Kandahar, no sul do Afeganistão, no momento em que agentes da polícia tentavam desarmadilhá-la, anunciaram as autoridades.

"Os últimos números disponíveis dão conta de 16 mortos e 38 feridos levados para o hospital. Mas ainda temos ambulâncias no local porque pode haver outras vítimas sob os destroços", disse à agência de notícias France-Presse um responsável do hospital Mirwais de Kandahar.

A explosão ocorreu cerca das 12:00 (08:30 em Lisboa), no centro da cidade.

O veículo explodiu quando os polícias tentavam desarmadilhá-lo

Segundo o chefe da polícia local, Mohammad Qasim Azad, "as forças de segurança procuravam desde manhã um veículo suspeito e descobriram uma camioneta cheia de explosivos, estacionada perto de uma paragem de autocarro".

O porta-voz do governo da província, Daud Ahmadi, disse que "as forças de segurança atuavam com base numa informação".

Este responsável admitiu que a camioneta se destinava a cometer um atentado no fim do Ramadão, quando a cidade "se enche de pessoas que preparam as festividades do Eid".

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?