Assessor de Trump demite-se após acusações de violência doméstica

Rob Porter foi acusado por duas ex-mulheres de violência e abuso emocional. Chefe de gabinete de Trump defendeu-o antes da demissão

Um dos secretários na equipa do chefe de gabinete de Donald Trump demitiu-se na quarta-feira, depois de ter sido publicamente acusado por duas ex-mulheres de violência doméstica. Rob Porter foi promovido ao cargo que ocupava por John Kelly, o atual chefe de gabinete do presidente dos EUA, e que veio defender o funcionário quando foram conhecidas as acusações das ex-mulheres. "É um homem de verdadeira integridade e honra e não consigo fazer-lhe suficientes elogios", disse Kelly.

Rob Porter, de 40 anos, começou por emitir um comunicado a negar as alegações das ex-companheiras, dizendo que não passavam de uma campanha orquestrada para o desacreditar.

Os abusos foram denunciados ao britânico Daily Mail. Colbie Holderness, a primeira mulher de Porter, disse ao jornal que o ex-marido era "verbal, emocional e fisicamente abusivo" e que fora por isso que o deixara. O Daily Mail publica mesmo uma foto de Holderness com um olho negro, depois de alegadamente ser agredida por Porter durante umas férias em Florença no início dos anos 2000.

Jennifer Willoughby, a segunda mulher do secretário da Casa Branca, repetiu as acusações e disse mesmo que chegou a pedir ao tribunal uma ordem de emergência para impedir que o agressor se aproximasse.

O Daily Mail acrescenta que Rob Porter mantém atualmente uma relação com Hope Hicks, a diretora de comunicação da Casa Branca.

Já na quarta-feira, dia em que o secretário se demitiu, o chefe de gabinete de Trump emitiu um novo comunicado frisando que "não há lugar para a violência doméstica na nossa sociedade", mas acrescentou que mantém o que dissera no comunicado anterior: "Acredito que todos os indivíduos merecem o direito de defender a sua reputação", sublinhou Kelly.

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