Assédio. Heineken suspende promoção feita por raparigas em Moçambique

Treze raparigas moçambicanas assumiram ter sido vítimas de assédio sexual enquanto faziam promoção à cerveja holandesa

Após a publicação de um relatório que revela que muitas raparigas que fazem promoção à Heineken nos países africanos sofrem assédio sexual, a marca holandesa anunciou que irá suspender a promoção feita por mulheres em Moçambique.

Em março deste ano, o jornalista holandês Olivier van Beemen publicou uma investigação, na qual denunciava as perigosas condições de trabalho a que estavam sujeitas as "raparigas da cerveja" nos países africanos.

Olivier revelou que existiam queixas de assédio sexual e pressão para a prostituição há 15 anos, sem que a empresa tomasse qualquer atitude. No entanto, muitas dessas raparigas trabalham para agências de promoção e não diretamente para a Heineken.

Entretanto, a empresa solicitou uma investigação à Partner Africa, a fim de verificar as condições de trabalho das promotoras. De acordo com a imprensa holandesa, foram entrevistadas 181 raparigas em 17 países, das quais 57 disseram já ter sido vítimas de assédio verbal, físico ou sexual, não só por parte de clientes, mas também de empregados de bar e gerentes.

As entrevistadas revelaram episódios em que foram feitos comentários desadequados e lhes pediram o número de telefone, por exemplo.

O assédio sexual foi denunciado por 13 raparigas, todas em Moçambique, o que terá levado a marca a abdicar das promotoras no país. No entanto, de acordo com o relatório solicitado pela empresa, não existiram relatos de prostituição forçada.

Na sequência das investigações, a Heineken já deixou de trabalhar com algumas agências com as quais tinha ligações. Paralelamente, introduziu novos códigos de vestuário e já anunciou que irá realizar inspeções sem avisos prévios.

No total, há cerca de 20 000 pessoas a fazer promoção da cerveja holandesa anualmente, sendo que 4 000 trabalham em países africanos.

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