Assalto "encerra" balcão de vendas da TAP em Caracas

Ladrões "levaram tudo, incluindo os computadores e os telefones" de um balcão de vendas da TAP, em Caracas. A polícia venezuelana está a investigar o caso

O balcão de vendas da TAP em Caracas está encerrado temporariamente, na sequência de um roubo que está a ser investigado pela polícia venezuelana, disse hoje à agência Lusa, em Lisboa, fonte da transportadora aérea portuguesa.

A fonte adiantou que, apesar do encerramento do balcão, os funcionários da empresa continuam a trabalhar no escritório.

"Os ladrões levaram tudo, incluindo os computadores e os telefones. O caso foi denunciado à polícia", explicou fonte da TAP em Caracas.

O roubo teve lugar no rés-do-chão do edifício Canaima, em Chacaíto, no leste de Caracas, onde se situam também, embora noutro piso, os escritórios de atendimento ao público.

Na porta, além da indicação que estava encerrado e do horário de funcionamento, lia-se um aviso, em idioma castelhano, com quatro números telefónicos da TAP no Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Caracas, 20 quilómetros a norte da capital.

"Por motivos alheios à nossa vontade, agradecemos que comunique com os nossos escritórios no aeroporto", lê-se no cartaz, que disponibiliza os respetivos números de telefone.

Na Venezuela são cada vez mais frequentes as queixas da população sobre a alta insegurança no país, situação que as pessoas dizem ter a perceção de que terá aumentado nos últimos tempos.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

A "taxa Robles" e a desqualificação do debate político

A proposta de criação de uma taxa sobre especulação imobiliária, anunciada pelo Bloco de Esquerda (BE) a 9 de setembro, animou os jornais, televisões e redes sociais durante vários dias. Agora que as atenções já se viraram para outras polémicas, vale a pena revistar o debate público sobre a "taxa Robles" e constatar o que ela nos diz sobre a desqualificação da disputa partidária em Portugal nos dias que correm.

Premium

Rosália Amorim

Crédito: teremos aprendido a lição?

Crédito para a habitação, crédito para o carro, crédito para as obras, crédito para as férias, crédito para tudo... Foi assim a vida de muitos portugueses antes da crise, a contrair crédito sobre crédito. Particulares e também os bancos (que facilitaram demais) ficaram com culpas no cartório. A pergunta que vale a pena fazer hoje é se, depois da crise e da intervenção da troika, a realidade terá mudado assim tanto? Parece que não. Hoje não é só o Estado que está sobre-endividado, mas são também os privados, quer as empresas quer os particulares.