As lições de poupança do novo presidente da Tanzânia

Cidadãos não estão a gostar das novas medidas de austeridade e criaram uma 'hashtag' no Twitter para criticar o presidente forreta

John Magufuli é presidente da Tanzânia há cerca de três semanas. Em início de mandato, decidiu que a prioridade é poupar e uma das primeiras medidas do seu gabinete foi emitir um despacho proibindo viagens ao estrangeiro a todos os governantes tanzanianos: se for necessária a representação no exterior, ficará a cargo dos diplomatas do país que se encontram nos respetivos países.

Já os cidadãos nacionais, segundo a Quartz, são incentivados a viajar até às áreas rurais da Tanzânia, para ajudar ao desenvolvimento das regiões mais pobres do país.

Entre outras medidas, o presidente Magufuli decidiu impedir deslocações dos governantes, fazendo sempre as reuniões por videoconferência, e chegou mesmo a cancelar a cerimónia anual que festeja a independência do país, dirigindo as verbas para outros sectores, como por exemplo a luta contra a cólera.

Além de ter prometido um governo pequeno e eficiente, que deverá ser apresentado em breve, Magufuli não se compadece nem mesmo da época festiva: nenhum organismo público será autorizado a enviar postais de Natal.

Ironizando com a veia austeritária do presidente, os tanzanianos encontraram no Twitter uma forma original de protesto, colocando imagens de formas "criativas" de poupar dinheiro, seja nos transportes, no ginásio ou na alimentação. Para o efeito, foi criada uma hashtag: #WhatWouldMagufuliDo, ou seja, "o que faria Magufuli".

As fotografias partilhadas mostram, por exemplo, uma forma de poupar à mesa - a carne passa a ser desenhada em vez de real -, viajar sem gastar dinheiro - agarrado a um carro no lado de fora - e até no exercício: para quê pagar ginásio quando há madeira e blocos de pedra?

Ler mais

Exclusivos

Premium

Nuno Artur Silva

Notícias da frente da guerra

Passaram cem anos do fim da Primeira Guerra Mundial. Foi a data do Armistício assinado entre os Aliados e o Império Alemão e do cessar-fogo na Frente Ocidental. As hostilidades continuaram ainda em outras regiões. Duas décadas depois, começava a Segunda Guerra Mundial, "um conflito militar global (...) Marcado por um número significativo de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 e mais de 70 milhões de mortes" (Wikipédia).