Arsenal nuclear americano controlado por disquetes dos anos 70

Sistema só deverá ser atualizado, na melhor das hipóteses, no próximo ano

As armas nucleares dos Estados Unidos são ainda parcialmente controladas por disquetes informáticas (floppy disks) dos anos 70, denuncia um relatório divulgado esta semana.

O documento do Government Accountability Office, a que a AFP teve esta quinta-feira acesso, aponta para a existência de um "preocupante número" de "sistemas antiquados" ainda utilizados por vários departamentos do Governo dos EUA, que necessitam desesperadamente de atualização.

O sistema de comando e controlo do Pentágono que "coordena as operações das forças nucleares dos Estados Unidos, tal como os mísseis balísticos intercontinentais, os bombardeiros nucleares e os aviões tanque e de suporte" funciona num computador IBM Series/1 que utiliza disquetes de oito polegadas, lê-se no relatório.

O Series/1 da IBM foi lançado em 1976, era Gerald Ford o inquilino da Casa Branca.

A porta-voz do Pentágono tenente-coronel Valerie Henderson confirmou à AFP que "o sistema está ainda em uso", porque "basicamente, funciona".

"No entanto, para responder às preocupações de obsolescência, está prevista a substituição das disquetes no final do ano de 2017", acrescentou esta responsável, segundo a qual "a mondernização de todo o Comando, Controlo e Comunicações nucleares (N3) está em curso".

O Pentágono prevê concluir este processo no final de 2020.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.