Arábia Saudita executa nigeriana e deixa dois menores órfãos

Kudirat Adesola Afolabi, que era viúva, foi morta na segunda-feira depois de ter sido condenada por tráfico de droga. Organizações humanitárias condenam "ato de violência"

A secção nigeriana da Amnistia Internacional criticou a execução, pelas autoridades sauditas, de uma mulher nigeriana que tinha sido condenada por tráfico de droga. Kudirat Adesola Afolabi, morta na passada segunda-feira, era viúva e mãe de duas crianças, que ficaram agora órfãs.

Esta é a oitava execução de nigerianos na Arábia Saudita desde 2014 (sete homens e uma mulher), tendo o pico sido atingido no ano passado, em que se registaram cinco execuções. De acordo com a CNN, cerca de duas dezenas de cidadãos deste país aguardam ainda sentença nas prisões sauditas por diversos crimes puníveis com a pena de morte.

O grupo Avocats Sans Frontières também condenou esta e outras execuções relacionadas com tráfico de droga, apelando à Arábia Saudita que acabe com esta prática e defendendo que os crimes desta natureza não se enquadram no que, a nível internacional, são consideradas "as ofensas mais sérias", puníveis com a pena de morte.

As autoridades nigerianas também criticaram a Arábia Saudita, acusando este país de fazer estes julgamentos "em segredo" e só lhes dar informação quando as sentenças já foram executadas.

Já os sauditas defenderam que prestam regularmente estas informações à Nigéria e avisaram que não irão "negligenciar a aplicação de penas em matéria de tráfico de droga", descrevendo esta atividade como uma "perigosa ameaça" à sua população.

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