Anúncio imita mensagem de Natal do Rei de Espanha

Em vez de um rei, são "rainhas", e no lugar dos votos de Boas Festas, a mensagem evoca a igualdade de género

O discurso de Natal do Rei de Espanha foi imitado por uma empresa de produtos congelados que quer contribuir para a luta pela igualdade de género.

Inspirada na mensagem de Natal do rei espanhol, a campanha tem como cenário um falso gabinete do Palácio da Zarzuela e intitula-se""El Mensaje de las Reinas" (A mensagem das rainhas") onde 15 "mulheres reais" comentam as desigualdades sociais entre homens e mulheres.

"Se eu fosse homem era tudo mais fácil, mas como não sou há que lutar", diz uma das protagonistas. Falam também das diferenças salariais e até uma menina deu a sua opinião, neste caso sobre futebol: "Também é para mulheres, embora digam que é para os homens"

A Pescanova, que lançou a campanha publicitária também para promover os seus produtos - o que foi criticado pelos media espanhóis - pede a todas as mulheres que contribuam com depoimentos e testemunhos que serão publicados na página de Facebook da marca no dia 26 de dezembro.

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.