Antigo Presidente de El Salvador preso por branqueamento de capitais

Além de Saca, foram detidos entre outros os ex-secretários da Juventude, César Funes, e das Comunicações, Júlio Rank

As autoridades salvadorenhas detiveram hoje o ex-Presidente Elias Antonio Saca (2004-2009) e seis outros antigos responsáveis da sua administração, acusados de branqueamento de capitais, anunciou a Procuradoria-Geral.

A procuradoria, "ordenou a detenção do ex-Presidente Elias Antonio Saca e de seis outras pessoas por diversos delitos. Todos foram presos", escreveu o representante do Ministério Público na sua conta na rede social Twitter.

Elias Saca, de 51 anos, e os outros detidos são acusados de associação criminosa e lavagem de dinheiro.

O antigo Presidente, do partido conservador Aliança Republicana Nacional (ARENA), governou El Salvador, pequeno país da América Central, entre 2004 e 2009.

O presidente da Comissão de Ética do Supremo Tribunal de Justiça, Sidney Blanco, citado pela agência de notícias Efe, disse que na semana passada que em nome de Saca se moveram mais de 15 milhões de dólares (13,6 milhões de euros) para a conta do seu ex-secretário privado Elmer Charlaix, acusado de enriquecimento ilícito em meados deste mês.

Hoje, além de Saca, foram detidos entre outros os ex-secretários da Juventude, César Funes, e das Comunicações, Júlio Rank.

Elias Saca foi o quarto Presidente consecutivo da ARENA e também está a contas com ao justiça por não conseguir justificar mais de quatro milhões de euros (3,6 milhões de euros) do seu património.

Ler mais

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.