Antigo presidente da Finlândia morreu aos 93 anos

Mauno Koivisto morreu durante a noite em Helsínquia. Antes de ser presidente, foi primeiro-ministro, titular da pasta das Finanças e governador do banco central

O antigo presidente da Finlândia Mauno Koivisto, de 93 anos, morreu durante a noite, num hospital de Helsínquia, informou hoje o gabinete do atual chefe de Estado, na sua página da internet.

Mauno Koivisto foi o nono presidente da Finlândia e liderou o país durante 12 anos, entre 1982 e 1994, uma época em que ocorreu a queda do muro de Berlim, o fim da Guerra Fria e a desintegração da ex-URSS.

Antes de ocupar a Presidência do país, foi primeiro-ministro, titular da pasta das Finanças e governador do banco central.

O político socialdemocrata, que terá um funeral de Estado, sucedeu a Urko Kekonnen que esteve no cargo 25 anos.

Mauno Koivisto teve a tarefa de dirigir aquele país escandinavo segundo as regras das democracias avançadas ocidentais, ao contrário do seu antecessor, que teve um estilo de liderança mais autoritário.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.