Anonymous avisam o mundo: "preparem-se para a Terceira Guerra Mundial"

Vídeo partilhado pelo grupo de hackers lança mensagem sombria perante movimentações na península coreana

Num clip de vídeo com cerca de seis minutos, publicado durante o fim de semana, o grupo Anonymous decidiu fazer um alerta global e dizer ao mundo que é preciso começar a preparar-se para a Terceira Guerra Mundial.

No vídeo, narrado por alguém que surge encarnando a personagem de Guy Fawkes, como habitualmente - a "face" do coletivo de hackers - os Anonymous apontam os recentes movimentos militares na península coreana e denunciam alertas feitas pelo Japão e Coreia do Sul aos cidadãos, para que se preparem para o conflito. "Ao contrário de guerras passadas, ainda que haja tropas no terreno, a batalha será provavelmente feroz, brutal e rápida. Será igualmente devastador ao nível global, tanto ao nível ambiental como económico".

Os Anonymous dizem ainda que, num conflito que envolve três grandes forças - EUA, Coreia do Norte e China - outros países do mundo vão ser obrigados a escolher lados. "Esta é uma guerra real, com consequências reais globais. Com três superpoderes arrastados nesta mistura, outras nações serão coagidas a escolher lados, portanto, como é que estão dispostas as peças de xadrez até agora?".

De acordo com o grupo, os EUA têm trabalhado com a China, Coreia do Sul e Filipinas para manter a paz na região, mas Pyongyang estará a fazer "orelhas moucas". Os 'hackers' dizem ainda que a administração Trump está a trabalhar com a Austrália e que já enviou para o país um destacamento de mil tropas e da força aérea. "Os cidadãos serão os últimos a saber, por isso é importante saber o que as outras nações estão a fazer".

"Quando o presidente Trump começa a estabelecer contactos com pessoas como o presidente Rodrigo Duterte das Filipinas para garantir que estão do mesmo lado, devemos questionar-nos", sublinham. "No entanto, até Duterte avisou os EUA para se afastarem de Kim jong-un".

O vídeo termina com uma mensagem sombria: "Preparem-se para o que vem a seguir".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

Conhecem a última anedota do Brexit?

Quando uma anedota é uma anedota merece ser tratada como piada. E se a tal anedota ocupa um importante cargo histórico não pode ser levada a sério lá porque anda com sapatos de tigresa. Então, se a sua morada oficial é em Downing Street, o nome da rua - "Downing", que traduzido diz "cai, desaba, vai para o galheiro..." - vale como atual e certeira análise política. Tal endereço, tal país. Também o número da porta de Downing Street, o "10", serve hoje para fazer interpretações políticas. Se o algarismo 1 é pela função, mora lá a primeira-ministra, o algarismo 0 qualifica a atual inquilina. Para ser mais exato: apesar de ela ser conservadora, trata-se de um zero à esquerda. Resumindo, o que dizer de uma poderosa governante que se expõe ao desprezo quotidiano do carteiro?

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

A escolha de uma liberdade

A projeção pública da nossa atividade, sobretudo quando, como é o caso da política profissional, essa atividade é, ela própria, pública e publicamente financiada, envolve uma certa perda de liberdade com que nunca me senti confortável. Não se trata apenas da exposição, que o tempo mediático, por ser mais veloz do que o tempo real das horas e dos dias, alargou para além da justíssima sindicância. E a velocidade desse tempo, que chega a substituir o tempo real porque respondemos e reagimos ao que se diz que é, e não ao que é, não vai abrandar, como também se não vai atenuar a inversão do ónus da prova em que a política vive.

Premium

Marisa Matias

Penalizações antecipadas

Um estudo da OCDE publicado nesta semana mostra que Portugal é dos países que mais penalizam quem se reforma antecipadamente e menos beneficia quem trabalha mais anos do que deve. A atual idade de reforma é de 66 anos e cinco meses. Se se sair do mercado de trabalho antes do previsto, o corte é de 36% se for um ano e de 45%, se forem três anos. Ou seja, em três anos é possível perder quase metade do rendimento para o qual se trabalhou uma vida. As penalizações são injustas para quem passou, literalmente, a vida toda a trabalhar e não tem como vislumbrar a possibilidade de deixar de fazê-lo.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

O planeta dos sustentáveis 

Ao ambiente e ao planeta já não basta a simples manifestação da amizade e da esperança. Devemos-lhes a prática do respeito. Esta é, basicamente, a mensagem da jovem e global ativista Greta Thunberg. É uma mensagem positiva e inesperada. Positiva, porque em matéria de respeito pelo ambiente, demonstra que já chegámos à consciencialização urgente de que a ação já está atrasada em relação à emergência de catástrofes como a de Moçambique. Inesperada (ao ponto do embaraço para todos), pela constatação de que foi a nossa juventude, de facto e pela onda da sua ação, a globalizar a oportunidade para operacionalizar a esperança.