Andou um ano à procura do MH370 e encontrou um destroço nas férias

Advogado americano escreve um blog sobre a sua investigação. Mas estava de férias em Moçambique quando encontrou um possível destroço do avião desaparecido há quase dois anos

Há um ano que Blaine Gibson decidiu procurar pistas sobre o voo MH370 da Malaysia Airlines. Depois de conhecer alguns familiares das 239 pessoas que estavam no Boeing 777, durante o primeiro aniversário do desaparecimento, Gibson confessou que o "inspiraram a continuar à procura". Porém, foi numas férias que o blogger americano encontrou um destroço que poderá pertencer ao avião malaio.

"Moçambique não tem nada a ver com isto [busca pelo avião], apesar de ser o oceano Índico. Não vim aqui para procurar o avião", salientou Blaine Gibson à CNN. Ainda assim, pediu a algumas pessoas locais que lhe indicassem onde objetos arrastados pelo mar apareçam em terra. E foi num passeio de barco que o blogger viu o destroço.

Apesar de admitir que irá considerar "inacreditável" se o destroço for mesmo do MH370, Gibson referiu que o objeto poderá ser "demasiado pequeno e leve" para pertencer a um Boeing 777.

Este advogado americano tem investigado o misterioso desaparecimento do avião da Malaysia Airlines, relatando o seu trabalho no blog. "Estou envolvido na procura pelo MH370 por interesse pessoal e como parte de um grupo e não de uma forma proveitosa [monetariamente] ou jornalística", disse.

Destroço será enviado para a Austrália

O comandante João Abreu, presidente do Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC), explicou à CNN que o destroço encontrado poderá pertencer a um "avião de tamanho médio" e não a um Boeing 777. O destroço será enviado para a Austrália para ser analisado pelas autoridades que têm liderado a busca pelo avião da companhia malaia.

O MH370 saiu de Kuala Lumpur no dia 8 de março de 2014, com destino a Pequim. Pouco depois de levantar voo desapareceu dos radares. Surgiram várias teorias sobre o que poderá ter acontecido, mas a versão oficial é que o avião mudou de rota, deslocando-se para o oceano Índico, onde as autoridades defendem que acabou por se despenhar, ao ficar sem combustível.

Quase dois anos depois do desaparecimento apenas foi encontrada uma parte da asa da aeronave, na Ilha da Reunião, em julho do ano passado. As autoridades australianas poderão terminar as buscas durante este ano se não forem encontradas pistas credíveis.

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