Trump desmente ter discutido assassinato do presidente da Síria

Revelação foi feita no novo livro do jornalista norte-americano Bob Woodward, que traça um relato demolidor das relações de Trump com os funcionários da Casa Branca

Nuno Fernandes
© REUTERS/Leah Millis

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, desmentiu esta quarta-feira as acusações que lhe foram feitas pelo jornalista Bob Woodward, no seu novo livro, de que teria discutido o assassinato do presidente sírio Bashar al-Assad. "Essa ideia nunca foi discutida", reagiu Trump.

No livro, Woodward garante que Trump ordenou ao Pentágono o assassinato do líder sírio depois de um ataque com armas químicas sobre civis em abril de 2017, culpando Bashar al-Assad. "Vamos matá-lo! Vamos a isso. Vamos matá-los", terá dito Trump a James Mattis, secretário da Defesa norte-americano.

Osecretário da Defesa norte-americano, desmentiu as afirmações que lhe são atribuídas no livro de Bob Woodward, um dos mais respeitados jornalistas norte-americanos - contribuiu para dois prémios Pulitzer atribuídos ao Post em 1973 (pela investigação ao escândalo Watergate) e em 2002, pela cobertura jornalística dos ataques terroristas do 11 de Setembro. O governante chegou mesmo a apelidar o livro como um "género único de literatura de Washington", garantindo que as "fontes anónimas não lhe dão credibilidade".

O livro, intitulado Fear: Trump in the White House, faz um retrato demolidor de como os funcionários de topo da Casa Branca tentam contrariar os impulsos de Donald Trump através de um "golpe de Estado administrativo", escondendo documentos ou afirmando uma coisa e fazendo outra.