Treino militar obrigatório da China alargado a estudantes de Macau

Universidade de Tsinghua, em Pequim, limitava programa de três semanas aos alunos oriundos do continente chinês.

Manuel Carlos Freire
Alunos de engenharia da Universidade de Tsinghua, em Pequim© Universidade de Tsinghua

Os alunos de Macau e Hong Kong que entrem para a Universidade de Tsinghua passam a ter de cumprir o treino militar obrigatório que até agora só vinculava os estudantes oriundos do continente chinês.

Segundo o jornal South China Morning Post, esse programa de três semanas no verão continuará a ser facultativo para os estudantes de Taiwan.

Tsinghua é a principal universidade chinesa e a quarta entre as da Ásia, na lista de 2018 das melhores universidades do mundo feita pela organização sem fins lucrativos norte-americana New Jersey Minority Educational Development .

Segundo o professor Lau Siu-kai, vice-presidente da Associação Chinesa de Estudos sobre Hong Kong e Macau, a medida adotada por aquela universidade explica-se com o objetivo de levar os jovens a terem maior sentido de responsabilidade e de patriotismo - o que é comum em muitos países, observou o académico, citado na edição de segunda-feira daquele jornal.

Segundo a lei chinesa, o treino militar é obrigatório para todos os alunos do ensino secundário e superior. No caso daquela universidade de Pequim. o programa ensina os alunos a marchar, a disparar e a praticar primeiros socorros.

As exceções que abrangiam os naturais de Macau e Hong Kong decorriam do princípio "um país, dois sistemas" aplicado àqueles antigos territórios administrados por Portugal e por Inglaterra, respetivamente.