Conheça os três alvos atingidos no ataque de Washington, Londres e Paris

Além de um centro de investigação científica, um depósito e um armazém de armas químicas foram atingidos na ofensiva lançada pelos EUA, Reino Unido e França

Susete Henriques
 | foto EPA/US DEPARTMENT OF DEFENSE
O secretário de Estado da Defesa, James N. Mattis, e o general Joseph Dunford  | foto EPA/SGT. AMBER SMITH
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A ofensiva lançada este sábado pelos EUA, Reino Unido e França contra o Governo de Bashar Al Asad consistiu em três ataques contra instalações utilizadas para produzir e armazenar armas químicas, informou o Pentágono.

O primeiro dos ataques, perto de Damasco, teve como objetivo um centro de investigação científica utilizada, segundo o chefe de Estado Maior Conjunto dos EUA, general Joseph Dunford, para a "investigação, desenvolvimento, produção e testes de armas químicas e biológicas".

O segundo objetivo dos EUA e aliados europeus foi um depósito de armas químicas situado a oeste de Homs, que segundo Dunford armazenava as principais reservas de gás sarin nas mãos do governo de Asad.

Por último, os três países atacaram um outro armazém de armas químicas e um "importante centro de comandos", ambos situados perto do depósito de armas químicas a oeste de Homs.

O ministério da Defesa do Reino Unido indicou que quatro aviões de combate Tornados da Força Aérea Real (RAF) participaram no ataque "com êxito" na Síria contra um armazém militar do regime de Bashar Al Asad

"Os objetivos que foram atacados e destruídos estavam associados ao programa de armamento químico do regime sírio. Também selecionamos objetivos que minimizassem o risco para civis inocentes", afirmou Dunford em conferência de imprensa.

O ministério da Defesa do Reino Unido indicou que quatro aviões de combate Tornados da Força Aérea Real (RAF) participaram no ataque "com êxito" na Síria contra um armazém militar do regime de Bashar Al Asad.

Os aparelhos britânicos foram lançados como parte da missão coordenada entre o Reino Unido, os EUA e a França para lançar mísseis contra uma antiga base militar síria, situada a cerca de 24 quilómetros a oeste da cidade de Homs, revelou o ministério.

Os ataques dos aviões foram feitos depois de se ter confirmado que aquela base militar era usada pelo regime de Asad "para guardar precursores de armas químicas que estavam a ser armazenados infringindo as obrigações da Síria pela Convenção de Armamento Químico".

O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou hoje uma ofensiva conjunta com a França e o Reino Unido contra alvos associados a armamento químico na Síria, em resposta a um alegado ataque químico do qual responsabilizam o governo de Bashar Al Asad.

Os locais bombardeados "estavam vazios porque o regime e os seus aliados tinham abandonado as instalações nos últimos dias", prevendo eventuais ataques

O general rebelde sírio Ahmad Rahal disse por telefone à agência EFE que os bombardeamentos atingiram a principal base das forças iranianas naquele país árabe, situada perto da capital Damasco.

Rahal, dirigente do Exército Livre Sírio (ELS), que recebe apoio dos Estados Unidos, detalhou que o ataque teve outros alvos ligados à presença de iranianos no país.

O dirigente da ELS, que em tempos desertou das forças armadas sírias, apontou que outros alvos foram as bases do grupo xiita-libanês Hezbolah, que colabora com as tropas governamentais sírias.

Sublinhou que todos os locais bombardeados "estavam vazios porque o regime e os seus aliados tinham abandonado as instalações nos últimos dias", prevendo eventuais ataques.