Príncipe saudita libertado após três meses de detenção no hotel Ritz-Carlton

O hotel de luxo estava fechado ao público desde novembro, quando cerca de 350 pessoas foram ali detidas por suspeitas de corrupção, incluindo empresários e ministros

Bárbara Cruz
O príncipe saudita nos aposentos do hotel onde esteve detido | foto REUTERS/Katie Paul
Pormenores dos aposentes no Ritz-Carlton onde esteve detido o príncipe | foto REUTERS/Katie Paul
Pormenores dos aposentes no Ritz-Carlton onde esteve detido o príncipe | foto REUTERS/Katie Paul
Pormenores dos aposentes no Ritz-Carlton onde esteve detido o príncipe | foto REUTERS/Katie Paul
Pormenores dos aposentes no Ritz-Carlton onde esteve detido o príncipe | foto REUTERS/Katie Paul
Pormenores dos aposentes no Ritz-Carlton onde esteve detido o príncipe | foto REUTERS/Katie Paul

As autoridades sauditas libertaram hoje o príncipe Al-Walid ben Talal, quase três meses após a sua prisão, na sequência de uma vasta investigação anticorrupção, avançou uma fonte próxima do milionário à agência France Presse (AFP).

"Ele é livre", disse a mesma fonte, que pediu o anonimato.

O príncipe, de 62 anos, estava detido desde o passado dia 04 de novembro no hotel Ritz-Carlton, em Riade, juntamente com cerca de 350 suspeitos, entre os quais empresários e ministros.

Contactado pela AFP, o Ministério da Informação da Arábia Saudita não quis comentar a libertação de Al-Walid ben Talal.

As detenções ocorreram após a criação de uma comissão anticorrupção presidida pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, o novo homem forte do país.

Além do príncipe, foram libertadas várias personalidades nas últimas horas, tendo as autoridades indicado que a maioria aceitou um acordo financeiro em troca da sua libertação.

Entre os detidos encontravam-se dois dos filhos do falecido rei Abdullah, um dos quais, o príncipe Miteb, que chefiava a Guarda Nacional.

No âmbito da investigação, cerca de 1.700 contas bancárias pertencentes aos detidos foram congeladas.

As autoridades admitiram ter encerrado contas, mas recusaram dizer quantas, limitando-se a assegurar que apenas foram visadas contas pessoais

Fechado ao público desde as detenções em novembro, o Ritz-Carlton deverá reabrir em breve, refere a AFP.