PSOE admite eleições antecipadas para ter o apoio de Ciudadanos na moção de censura

"A convocação de eleições não será um obstáculo para poder chegar a acordo", disse este sábado o secretário do PSOE

DN
O líder do PSOE, Pedro Sanchez© EFE/ Zipi EPA/ZIPI

Sobe de tom a crise política em Espanha. O PSOE não descarta a possibilidade de eleições antecipadas para ter o apoio de Ciudadanos na moção de censura ao governo que anunciou esta semana.

"A convocação de eleições não será um obstáculo para poder chegar a acordo", disse este sábado o secretário do PSOE, José Luis Ábalos, em declarações à rádio Cope.

A moção de censura contra o governo de Mariano Rajoy foi anunciada pelo PSOE, de Pedro Sánchez, um dia depois de ter sido conhecida a sentença contra o PP no chamado caso Gürtel.

A convocação de eleições antecipadas era a condição exigida pelo Ciudadanos, de Albert Rivera, para apoiar a iniciativa dos socialistas. Um obstáculo agora ultrapassado.

Na quinta-feira, foi conhecida a sentença do caso de corrupção, que envolveu empresários e membros do PP. Além de pesadas penas de prisão para 29 dos acusados, entre os quais o ex-tesoureiro do PP, o partido de Mariano Rajoy foi multado em 245 mil euros

No programa "La Mañana del Fin de Semana", da rádio Cope, José Luis Ábalos justifica a moção de censura dos socialistas face à sentença no caso Gürtel. "Esta não é uma manobra nem uma justificação para alcançar o poder. Trata-se de responder a um governo que não quer assumir nenhuma responsabilidade política face a uma sentença demolidora", disse o secretário do PSOE.

Na quinta-feira, foi conhecida a sentença do caso de corrupção, que envolveu empresários e membros do PP. Além de pesadas penas de prisão para 29 dos acusados, entre os quais o ex-tesoureiro do PP, o partido de Mariano Rajoy foi multado em 245 mil euros.

De acordo com Ábalos, a moção de censura "não é uma tomada de poder", mas sim "uma resposta política a essa demolidora sentença do caso Gürtel, porque o governo não assumiu nenhuma responsabilidade". Para o secretário dos socialistas, a iniciativa representa uma necessidade para os desafios que Espanha vai enfrentar e que "requerem um governo com suficiente autoridade moral".