Portuguesa acusada de negligenciar as filhas foi detida no Reino Unido

Crianças chegaram a ser dadas como desaparecidas. Vizinhos relatam consumo de droga da portuguesa e relação violenta com o companheiro. Ambos são acusados de negligência

Rui Salvador
© Arquivo

A polícia de Lancashire, no Reino Unido, deteve Sónia Duarte, portuguesa de 37 anos, e o companheiro Johnathan Almond, de 30 anos, acusados de negligenciarem duas crianças: Suria, de quatro anos, filha da portuguesa, e Letícia, de três meses, filha de ambos. As crianças tinham sido vistas pela última vez na sexta-feira, em Preston, a entrar para uma carrinha preta, e foram dadas como desaparecidas no sábado.

Segundo o Guardian, a polícia local mostrou-se "preocupada" e pediu aos pais que contactassem as autoridades para informarem se as crianças estavam bem.

O Daily Mail noticia que as crianças foram encontradas em Blackpool, a quase 30 quilómetros de Preston, que estão bem, e que os pais estão detidos e foram acusados de negligência. As autoridades tinham já iniciado uma busca a nível nacional quando as crianças foram dadas como desaparecidas.

Ao mesmo jornal, vários vizinhos relataram que Sónia Duarte e Johnathan Almond têm uma relação "conturbada", com histórias de alcoolismo e violência, e que o homem saiu recentemente da prisão depois de uma sentença por conduzir alcoolizado. Uma pessoa que mora perto do casal contou ainda que os serviços sociais entraram em contacto com a família porque a portuguesa é toxicodependente.​

Outra vizinha disse que Sónia Duarte "consome heroína e não toma conta dos filhos muito bem". "A casa é um caos, sem sofá e fogão", acrescentou, dizendo ainda que o casal está junto há cerca de dois anos. O consumo de heroína é referido ainda por um outro vizinho: "Ela nunca parece bem e já a vi a tremer na rua algumas vezes". "Outros toxicodependentes frequentam a casa e sinto muita pena das duas crianças. Disseram-me também que ela ia a tribunal na sexta-feira e que os serviços sociais estavam preparados para lhe tirarem as filhas", acrescentou a mesma pessoa, que não se quis identificar à publicação britânica.