Pelo menos 200 imigrantes saltaram muro e entraram em Ceuta

Assalto ao muro fronteiriço com Marrocos ocorreu pelas 09:00 locais

Helena TecedeiroPatrícia Jesus
Intervenção policial em Ceuta, após a chegada dos imigrantes. | foto EPA/JOSE M. RINCON
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 | foto REUTERS/Fabian Bimer
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Pelo menos 200 imigrantes subsaarianos conseguiram saltar o muro fronteiriço que separa Ceuta de Marrocos no dia em que se celebra a Páscoa muçulmana, tendo cinco elementos da guarda-civil ficado feridos quando tentavam evitar o assalto.

Segundo fontes da Guarda Civil, o assalto ao muro ocorreu por volta das 09:00 locais, quando os imigrantes conseguiram ter acesso à zona fronteira perto da Fazenda Berrocal, onde existe uma maior facilidade para chegar ao perímetro por haver pontos sem visibilidade.

Foi neste local que a 26 de julho 602 imigrantes conseguiram também entrar em Ceuta.

A Guarda Civil não conseguiu conter os imigrantes e cinco polícias ficaram feridos esta quarta-feira, segundo as mesmas fontes.

Uma vez em Ceuta, os subsaarianos continuaram em fuga, a caminho do Centro para a Permanência Temporária de Imigrantes (CETI), que ainda está lotado devido à última chegada maciça de imigrantes.

As ambulâncias da Cruz Vermelha, que estavam no local da oração que marca o início da Páscoa muçulmana, tiveram que deixar o local para se deslocarem ao CETI, onde assistiram vários subsaarianos com feridas, cortes e contusões.

Em menos de um mês, mais de 800 subsaarianos conseguiram entrar em Ceuta.

Um total de 1.426 migrantes, a maioria subsaarianos, conseguiu entrar ilegalmente em Ceuta desde janeiro, e quase metade (602) no assalto em massa ao fosso fronteiriço que ocorreu em julho.

Os números do Ministério do Interior de Espanha indicam que, de 01 de janeiro a 15 de julho, 824 imigrantes entraram em Ceuta, para além dos 602 que forçaram a entrada no enclave espanhol do norte de África, aumentando para 1.426 o número de pessoas que entraram na cidade situada na margem sul do Mediterrâneo.