Os incêndios mais mortíferos de que há memória

A tragédia de Pedrógão está entre as 20 que causaram mais vítimas. Mas há dois fogos florestais que causaram milhares de mortos.

Paulo Pena
Incêndio na Grécia, junho de 2007© Reuters

Com pelo menos 74 mortos confirmados, até agora, os incêndios da região da Ática, na Grécia, nas últimas horas, são um dos 20 piores registos de sempre de mortalidade neste tipo de desastres naturais. No ano passado, em Pedrógão Grande, Portugal, 64 pessoas morreram - um dos 16 fogos que mais vítimas causaram desde o século XIX. O Sul da Europa, a Rússia, os EUA, a China e a Austrália sofreram os incêndios mais devastadores

Grécia, 2007

Um conjunto de incêndios devastou mais de 250 mil hectares em várias regiões gregas. 77 pessoas morreram

Austrália, 2009

No estado de Victoria, um incêndio que demorou mais de uma semana até ser controlado, destruiu mais de duas mil casas, em várias localidades. Morreram, pelo menos, 173 pessoas.

Rússia, 2010

Num dos mais quentes verões de sempre, na Rússia, os incêndios florestais mataram 60 pessoas, no final de julho.

China e Rússia, 1987

Mais de 200 pessoas morreram neste incêndio que atingiu a zona fronteiriça da Rússia e da China. Chamaram-lhe o "Incêndio do Dragão Negro". Matou mais de 200 pessoas.

França, 1949

Durante quatro dias, em Landes, foram queimados mais de 50 mil hectares. Morreram 82 pessoas.

EUA, 1871

Em outubro de 1871 o Winsconsin viveu aquele que terá sido o mais mortífero incêndio de sempre - desde que há registos. O "Peshtigo Firemost" matou, pelo menos 1200 pessoas, embora alguns registos apontem para dois mil mortos.

[notícia atualizada às 16.50 com o mais recente balanço de vítimas]