Tomada de posse sem Bíblia e com "conselho de ministras e ministros"

Executivo liderado pelo socialista Pedro Sánchez tem onze mulheres e seis homens.

Susana Salvador
A foto de família  | foto EPA/JJ GUILLEN
Os 17 ministros e ministras | foto EPA/JJ GUILLEN
Carmen Calvo, vice-presidente do governo e ministra da Igualdade, prometeu manter em segredo as deliberações do "conselho de ministras e ministros" | foto EPA/JJ GUILLEN

Os dezassete ministros espanhóis, onze mulheres e seis homens, que formam o Executivo socialista de Pedro Sanchéz tomaram hoje posse perante o chefe de Estado, o rei Filipe VI, no Palácio da Zarzuela, em Madrid.

A cerimónia decorreu, pela primeira vez, sem símbolos religiosos, como a Bíblia ou um crucifixo, tal como aconteceu na tomada de posse de Sanchéz no passado sábado. Os juramentos foram feitos perante um exemplar da Constituição espanhola.

Os presidentes do Congresso, do Senado, do Tribunal Constitucional e do Supremo Tribunal estiveram presentes no Salão de Audiências na tomada de posse do novo governo que, na história de Espanha, regista o maior número de mulheres.

Por causa disso, muitos ministros inovaram na declaração, prometendo manter em segredo as deliberações do "conselho de ministras e ministros". A fórmula foi dita primeiro pela vice-presidente do governo, Carmen Calvo, que é também ministra da Igualdade, sendo repetida depois por outros ministros.

Segue-se a passagem das pastas nos respetivos ministérios, entre os ex-governantes do Partido Popular e os novos do PSOE.

Pedro Sanchéz torna-se chefe do governo na sequência da queda do governo do Partido Popular chefiado por Mariano Rajoy que foi alvo de uma moção de censura votada na passada sexta-feira.

O PSOE apresentou a moção de censura na sequência da sentença do Caso Gurtel que condenou um ex-tesoureiro do PP e o próprio partido como instituição.