Juiz ordena suspensão das deportações de famílias de imigrantes nos EUA

Um juiz do tribunal de San Diego, EUA, ordenou a suspensão temporária das deportações das famílias de imigrantes reunidas após a separação na fronteira. É a resposta a um pedido da American Civil LibertAmerican Civil Liberties Union (ACLU) que denunciou a preparação de "deportações em massa".

Céu NevesDN/Lusa
Manifestação em San Diego contra deportações no início de julho© Mike Blake/Reuters

O juiz Dana Sabraw impôs um adiamento de pelo menos uma semana após um pedido da ACLU para esse efeito. A associação alegou que existem informações sobre "rumores persistentes e crescentes [...] de que deportações em massa podem ser executadas em breve e imediatamente após a reunificação".

O advogado do Departamento de Justiça, Scott Stewart, opôs-se ao adiamento, mas não fez comentários sobre os rumores. Enquanto o governo de Trump procura cumprir o prazo para entregar as crianças.

Lee Gelernt, advogado da ACLU, ficou "extremamente satisfeito" com a interrupção das deportações, defendendo que os pais precisam de tempo para pensar no que fazer após a reunificação. A associação pediu que estes tivessem pelo menos uma semana para decidir se vão solicitar asilo depois que se reencontrarem com os filhos.

A decisão foi tomada numa altura em que o governo norte-americano acelerou as reunificações em oito locais não identificados da Imigração e Alfândega Estados Unidos.

As famílias estão espalhadas pelo país, os adultos em centros de detenção de imigrantes e as crianças em abrigos supervisionados pelas autoridaes.

No final de junho, o mesmo juiz tinha ordenado a reunião de milhares de crianças e pais que foram forçados a separarem-se na fronteira norte-americana com o México. As crianças menores de cinco anos deveriam estar com os pais até 10 de julho, prazo que alargou até ao dia 26 para os maiores de cinco anos.