Acordo com quase 100 anos está a dificultar chegada de ajuda a Porto Rico

Donald Trump não suspendeu aplicação do Jones Act e há barcos que não podem navegar dos EUA para a ilha atingida pelo furacão Irma

DN

Há um pacto estabelecido em 1920 entre os Estados Unidos e Porto Rico que está a criar dificuldades àquela ilha das Caraíbas, que foi fustigada recentemente pelo furacão Irma. O 'Jones Act' prevê que quaisquer bens que saiam de portos norte-americanos rumo aquele país sejam operados também por navios que tenham sido fabricados e de proprietários americanos, o que está a impedir que outras embarcações levem ajuda.

Além disso, os valores praticados para o envio dos bens por estas empresas é, de acordo com o senador norte-americano John McCain ou ainda o governador de Porto Rico, bem superior aqueles que os responsáveis da ilha poderiam pagar se os bens chegassem em outras embarcações internacionais. Por isso mesmo, o governo de Porto Rico já pediu a Donald Trump, presidente dos EUA, para suspender o acordo durante um ano. Este, contudo, ainda não tomou uma decisão.

"Estou a pensar nesse assunto. Temos muitos embarcadores e pessoas que trabalham nesta indústria que não querem suspender este acordo", disse o presidente norte-americano, que chegou a suspender o 'Jones Act' quando os furacões Harvey e Irma devastaram o Texas e a Flórida, de forma a que os barcos pudessem transportar gasolina entre refinarias.

Refira-se que um estudo da Universidade de Porto Rico, realizado em 2010, estima que este acordo custe mais de 450 milhões de euros por ano ao governo daquele país.