Escolas em França e no Reino Unido evacuadas após receberem ameaças

Foram evacuados três liceus da capital francesa, assim como seis escolas britânicas e duas outras na cidade escocesa de Glasgow

Lusa
Três dos mais prestigiados liceus da capital francesa, incluindo o Condorcet, foram evacuados © 

Liceus parisienses receberam hoje ameaças anónimas, pela terceira vez no período de uma semana, assim como estabelecimentos escolares em Lyon (centro leste de França) e no Reino Unido, informaram as autoridades.

Os alunos de três dos mais prestigiados liceus da capital francesa, Condorcet, Henri IV e Le Grand, foram retirados dos estabelecimentos hoje de manhã, precisou a direção de educação de Paris na sua conta na rede social de mensagens curtas 'Twitter'.

Fonte policial indicou que os estabelecimentos de ensino receberam chamadas telefónicas ameaçadoras cerca das 08:00 TMG (mesma hora em Lisboa). "Vão morrer todos", disse a pessoa ao telefone.

Vários liceus parisienses, incluído os três visados hoje, assim como o liceu francês de Roma foram alvo de ameaças a semana passada, sem que a polícia tenha encontrado alguma coisa nos locais.

Nas mesmas datas, na terça-feira e na quinta-feira, estabelecimentos escolares na região de Birmingham, no centro do Reino Unido, também receberam ameaças.

Hoje, seis escolas da mesma região britânica das West Mildlands e duas outras na cidade escocesa de Glasgow foram evacuadas devido a novas ameaças, segundo as autoridades locais.

Pela primeira vez, ameaças foram dirigidas a escolas francesas fora de Paris, com seis estabelecimentos de Lyon a receberem alertas de bomba com origem numa mesma mensagem pré-gravada, indicou uma porta-voz do município.

A justiça francesa abriu a semana passada um inquérito por ameaças de destruição.

A França e o Reino Unido integram a coligação contra o grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria.

No seu número de final de novembro, a revista francófona de propaganda do EI, Dar-al-Islam, tomou por alvo os professores, acusados de estarem em "guerra aberta contra a família muçulmana", e apelou a que fossem mortos.