Emigrante português morre depois de ser atingido com gás pimenta pela polícia

O caso aconteceu perto de Manchester, Inglaterra, e já está a ser investigado pelo departamento encarregue de fiscalizar a atuação policial

Pedro Vilela Marques
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Um emigrante português com cerca de 40 anos morreu em Oldham, perto de Manchester (Inglaterra), depois de ter sido atingido pela polícia com gás pimenta. O caso já está a ser investigado pelo departamento local encarregue de fiscalizar a atuação policial.

Os agentes foram chamados a casa de André Moura, que se terá mudado para Inglaterra há seis anos, na noite da passada sexta-feira, depois de terem recebido denúncias de agressões domésticas. Ao tentarem deter o emigrante, por alteração da ordem pública, os polícias usaram gás CS, um spray irritante com odor a pimenta.

Mas ao chegarem à esquadra de Ashton, nos arredores de Manchester, a polícia percebeu que o homem estava inconsciente nas traseiras da carrinha de detenção.

"Foi então levado para o hospital, onde infelizmente foi declarado morto", informou o superintendente Neil Evans, da Polícia da Grande Manchester, num comunicado datado do fim de semana, em que adiantou também que a família do emigrante português está a receber acompanhamento psicológico. As causas da morte ainda não foram anunciadas.

Foi então levado para o hospital, onde infelizmente foi declarado morto

No mesmo texto, Neil Evans acrescentou ter reportado o caso ao Gabinete Independente para a Conduta Policial, "que está a investigar o caso e com quem continuaremos a colaborar". Os testemunhos dos vizinhos e as imagens das câmaras que os agentes levam no seu equipamento serão decisivos para perceber se houve excesso de violência policial. Ao Manchester Evening News, os vizinhos da vítima definiram-no como "um rapaz adorável".

Consulado acompanha o caso

A Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas já confirmou ao DN que disponibilizou apoio à família da vítima, além de garantir que o Consulado Geral em Manchester está a acompanhar o caso de forma "próxima e atenta" com as autoridades inglesas, de forma a tentar perceber todos os contornos da morte do cidadão português.