D. Joãozinho oferece quadros de D. Pedro II para ajudar a reerguer o museu nacional

Descendente da família real brasileira garantiu que vai ajudar na reconstrução do museu nacional. E lamentou a má gestão de dinheiro no país.

Carlos Ferro
D. João Henrique de Orléans de Bragança esteve no Museu Nacional do Brasil © REUTERS/Pilar Olivares

"Chocado, triste e com raiva". Foi desta forma que D. João Henrique de Orleans e Bragança disse sentir-se após visitar o que restou do Museu Nacional do Brasil destruído por um incêndio que deflagrou no domingo. Trineto de D. Pedro II e bisneto da princesa Isabel, o empresário e fotógrafo afirmou que pretende emprestar parte do espólio da família para ajudar a reerguer a instituição fundada por D. João VI, em 1818.

Citado pelo jornal O Globo D. Joãozinho, como é conhecido, disse esperar que este incêndio seja "um marco para a reconstrução de valores do povo brasileiro".

Lembrou também que o trisavô quando foi para o exílio - D. Pedro II que foi o último imperador do Brasil foi deposto em 1889 e morreu em Paris em 1891 - deixou grande parte do seu espólio no país.

Agora, o empresário diz que quer ajudar a reconstrução do museu cedendo quadros e fotos de D. Pedro II.

"O leite está derramado. Quem quer que diga que o prédio vai ser reconstruído não está dizendo a verdade. Este é um reflexo do Brasil de hoje, todo o mundo é culpado. O Brasil tem dinheiro, mas ele é mal gasto, jogado fora", concluiu.

No fogo que destruíu grande parte do palácio situado na Quinta da Boa Vista (Rio de Janeiro) perderam-se milhares de peças de um espólio que começou a ser reunido há mais de 200 anos.