Bolsonaro lidera, Ciro e Marina na perseguição

Sondagem Ibope, a primeira já sem Lula, mostra também Alckmin em quarto e Haddad, sucessor do antigo presidente, em quinto

João Almeida Moreira
Jair Bolsonaro, candidato presidencial do PSL, num ato de campanha em Brasília ©  EPA/Joédson Alves

Jair Bolsonaro (PSL) continua a liderar as sondagens em cenário sem a presença de Lula da Silva, cuja candidatura foi indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral nesta semana. O deputado e capitão do exército na reserva, de extrema-direita, soma 22%, mais dois pontos do que na anterior pesquisa. Seguem-no, rigorosamente empatados, Marina Silva (Rede), de centro, que não subiu face à última sondagem do Instituto Ibope, e Ciro Gomes (PDT), de centro-esquerda, com aumento de três pontos nas intenções de voto, ambos na casa dos 12%.

No quarto lugar está Geraldo Alckmin (PSDB), de centro direita, com nove pontos, mais dois do que na pesquisa de 20 de agosto. Em quinto, também com subida de dois pontos e agora com 6%, está Fernando Haddad, de centro-esquerda, o substituto de Lula ainda não oficializado pelo PT.

Em contrapartida, Bolsonaro é também o presidenciável mais rejeitado: 44% dos 2200 ouvidos pelo Ibope não votariam "de forma alguma" no deputado. Os outros principais candidatos têm taxas de rejeição entre os 20% e os 26%, sendo que Haddad passou de 16 para 23 pontos.

O liberal João Amoêdo (Novo) continua a subir, chegando agora a 3%, tantos quantos Álvaro Dias (Podemos), de centro-direita, e mais um do que Henrique Meirelles (MDB), também da mesma área política.

O Instituto de sondagens Ibope divulgou entretanto um comunicado a explicar que, como a pesquisa foi efetuada entre os dias 1 e 3 de setembro, já depois do Tribunal Superior Eleitoral ter vetado Lula, decidiu não incluir o seu nome. Manuela D'Ávila, do PCdoB, eventual candidata a vice-presidente de Haddad, reagiu pelas redes sociais dizendo que "primeiro prenderam o Lula e ele continuou a subir nas sondagens, agora prenderam as sondagens".