Autoridades investigam voo de drone sobre casa de férias de Macron

Incidente decorreu um dia após um atentado dirigido ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Ricardo Simões FerreiraRita Ferreira
Uma perspetiva geral do Forte de Brégançon, a residência de férias dos presidentes franceses. | foto REUTERS/Jean-Paul Pelissier/File Photo
O presidente francês Emmanuele Macron | foto Michel Euler/Pool via Reuters
Um drone. | foto REUTERS/Regis Duvignau

As autoridades francesas deram início a uma investigação a um alegado voo de um drone sobre a residência de férias do presidente francês Emmanuel Macron, em Forte de Brégançon, na última segunda-feira.

"Uma investigação sobre este drone está atualmente em curso", disse à AFP fonte do Palácio de Eliseu, que esclareceu que o drone caiu na água, mas não especificou se o mesmo chegou a ser recuperado, nem quais foram as razões que levaram à sua queda.

O chefe de estado francês chegou ao Forte de Brégançon na última sexta-feira, acompanhado pela sua esposa, Brigitte Macron. Desde 1968 que o local foi eleito como o destino de férias oficial dos presidentes de França. Segundo o governo francês, Emanuelle Macron deverá passar duas semanas no local, mantendo a sua programação privada e de forma não oficial, incluindo todos os seus passeios.

Em março de 2008 foi criado um decreto-lei que proíbe voos de aeronaves a menos de mil metros de altura (3300 pés) e num raio de três quilómetros, que também abrange o Forte de Brégançon. "Atualmente, este decreto está em vigor entre os dias três e 28 de agosto de 2018, e é tornado público por uma mensagem à tripulação aérea (Notam) emitida pela Base Naval Aérea de Hyères", pode ler-se no decreto-lei.

Este incidente com um drone decorreu dois dias após um atentado dirigido ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que sábado discursava numa parada militar em Caracas, na Venezuela, e no qual viria a escapar ileso.

Ambos os casos levantaram a questão sobre se as atuais medidas de segurança para proteger os chefes de estado em todo o mundo têm capacidade de enfrentar a guerra contra os drones e outras formas de terrorismo através de joystick. Do mesmo modo, é necessário apurar como é que o público tem acesso a uma tecnologia de ponta considerada letal. Certo é que o grupo terrorista Estado Islâmico tem usado drones nos seus ataques para o lançamento de granadas ou a colisão com infraestruturas.

Em janeiro de 2015 um drone caiu no relvado da Casa Branca, nos EUA. Alguns meses depois, outro aparelho que transportava areia radioativa após o desastre nuclear de Fukushima, no Japão, caiu no escritório do primeiro-ministro japonês, mas aqui os níveis de radiação foram mínimos.

Em julho do mesmo ano um drone recreativo foi abatido perto de um palácio real pelas forças de segurança, o que levou a especulações de que se tratava de uma tentativa de atentado.