Recolher de imagens para preservar memória do Museu Nacional

Estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro querem ajudar a recuperar acervo destruído pelo incêndio

Rui Frias
Imagem aérea do Museu Nacional do Brasil, destruído por um incêndio no último domingo© REUTERS/Ricardo Moraes

Face à tragédia do fogo que destruiu o acervo do Museu Nacional brasileiro, no último domingo, um grupo de estudantes universitários lançou uma campanha nas redes sociais para recolher o maior número possível de imagens e vídeos que os visitantes do Museu tenham registado ao longo dos anos, de forma a tentar reproduzir ao máximo o acervo perdido.

A ideia dos alunos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Unirio) é oferecer, assim, ajuda ao Museu na difícil tarefa de reconstrução que tem pela frente e preservar o que resta da história do local, que completou 200 anos e tinha uma coleção de mais de 20 milhões de objetos catalogados.

"Estamos a aguardar a receção das fotos para, com calma, e em conjunto com o museu, definirmos uma forma de disponibilizar esse material no futuro, seja através de um museu virtual, um espaço de memória ou qualquer outro projeto viável, para que não se perca a memória que sobrou", disse ao Estado de São Paulo Luana Santos, uma das estudantes que promovem a iniciativa.

Fundado por D. João VI em 1818, o Museu Nacional brasileiro é o mais do país e tem ligação à Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Através de uma mensagem divulgada nas redes sociais, os alunos de museologia da Unirio pedem que os interessados em colaborar nesta reconstrução histórica enviem as imagens para os endereços de e-mail: thg.museo@gmail.com; lusantosmuseo@gmail.com; e isabeladfrreitas@gmail.com.