NATO. Ameaças de Trump lançam pânico, mas aliados garantem que compromisso saiu reforçado

Trump lançou ataque duro, mas diz que aliados vão pagar e que compromisso com a NATO saiu reforçado

As exigências do presidente norte-americano para que os aliados da NATO aumentem a despesa com a Defesa motivaram uma sessão de emergência. Mas a crise parece ter sido ultrapassada, a acreditar nas palavras de Donald Trump em conferência de imprensa. "A NATO está muito mais forte do que há dois dias", concluiu.

A crise surgiu na sequência de palavras duras de Trump na sessão desta manhã, num ataque que lançou o pânico entre os líderes mundiais: se não aumentarem imediatamente os gastos com Defesa, os Estados Unidos vão "fazer as coisas da sua forma", disse o líder norte-americano, citado por fontes do Washington Post.

Líderes de países convidados como o Afeganistão e a Geórgia foram mesmo convidados a sair para que a reunião pudesse continuar apenas com os membros da aliança e a determinada altura, quebrando o protocolo, Trump dirigiu-se mesmo diretamente a Merkel e disse "Angela, tens de fazer qualquer coisa sobre isto."

Há mesmo relatos que dizem que Trump ameaçou tirar o país da organização, mas várias fontes disseram à Reuters que não houve essa ameaça clara.

Em conferência de imprensa, logo em seguida, todo o ambiente de crise pareceu ultrapassado. Trump disse que os aliados vão pagar e que o compromisso com a NATO saiu reforçado. "Ontem disse-lhes que estava muito infeliz e hoje concordaram em aumentar a despesa para níveis que nunca pensaram" - mais 33 mil milhões de dólares, segundo o presidente dos EUA. "Acredito na NATO", concluiu.

Merkel também disse que há um "claro compromisso" com a NATO, por parte de todos, admitindo que a Alemanha tem de fazer mais. "Tivemos uma cimeira muito intensa", reconheceu, citada pela Reuters, caracterizando do debate como "fundamental".

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