"Ambulância da morte": condutor matava doentes para receber dinheiro de funerária

Italiano injetava ar nas veias de doentes terminais. Ganhava 300 euros por cada morte, pagos por uma agência com ligações à máfia

Os media italianos chamam ao caso "ambulância da morte": Davide Garofalo, de 42 anos, foi detido esta semana pela polícia da ilha de Sicília, e está acusado de ter provocado a morte a três doentes que transportou no veículo de emergência médica que conduzia.

O siciliano matava as vítimas, doentes em fase terminal, injetando ar nas suas veias quando as transportava de volta para as suas casas. Por cada morte que provocava, Garofalo recebia uma comissão de uma casa funerária com ligações à máfia. De acordo com o jornal La Stampa, terá recebido 300 euros por cada uma das mortes.

A polícia deteve o suspeito depois de ter recebido uma dica de um alegado ex-membro da máfia siciliana, que contou o esquema macabro às autoridades da cidade de Catania e a um programa de televisão.

A fonte que denunciou o caso contou também que o suspeito convencia depois as famílias enlutadas a contratarem uma agência funerária ligada à máfia siciliana que lhe pagava comissões em dinheiro.

De acordo com os investigadores italianos, o esquema terá sido montado em 2012 e poderão existir mais vítimas para além das três já confirmadas. A polícia de Biancavilla já investigou dezenas de mortes, mas apenas 12 foram consideradas terem alguma ligação ao caso conhecido como a "ambulância da morte".

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